sexta-feira, 13 de março de 2009

Maioria da população capixaba já sente os reflexos da crise



Com base na pesquisa de opinião pública realizada entre os dias 12 e 20 de fevereiro, pelos alunos calouros dos cursos de Administração e Direito da Faculdade Batista de Vitória (FABAVI), em vários pontos da Região Metropolitana da Grande Vitória, constatou-se que a maioria da população capixaba já sente reflexos da crise.

Foram entrevistadas 1110 pessoas com idade acima de 16 anos, através de uma amostra do tipo acidental proporcionalmente estratificada por sexo, ou seja, 577 pessoas do sexo feminino (52%) e 533 pessoas do sexo masculino (48%). Na metodologia utilizada na pesquisa, a margem de erro foi de três pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

As entrevistas foram coordenadas pelos alunos veteranos, membros da EJFV - Empresa Júnior da Faculdade Batista de Vitória (FABAVI), dentro do projeto “XÔ CRI$E – campanha educativa contra a crise financeira global”. Este projeto irá representar a FABAVI de Vitória no Prêmio Trote da Cidadania 2009, evento de iniciativa da Fundação Educar Dpaschoal de Campinas (SP).

A pesquisa demonstrou que o capixaba sente que a crise financeira global afetou de alguma forma sua vida (tabela 1). Cerca de 64,3% dos entrevistados já sentem na pele os efeitos da crise, desemprego, endividamento, prejuízo no mercado de ações, etc. É interessante observar que o percentual de pessoas que estão sendo mais afetadas com a crise foi de 44,4% (21,2% responderam muito e 23,2% responderam moderadamente).

Os entrevistados que estão sendo pouco afetados com a crise chegou a 20%. Apenas 14,9% das pessoas responderam que ainda não tomaram conhecimento dessa crise, no entanto 20,8% dos entrevistados ainda não sentiram a crise, mas com certeza esperam ser afetados até o final do ano.

No entanto, a pesquisa revelou que as mulheres estão mais imunes à crise do que os homens, assim 13% delas acreditam que essa crise financeira global não afetará a vida delas, contra 16,9% dos homens entrevistados.

O percentual de homens e mulheres que está sendo muito ou moderadamente afetado pela crise foi elevado, 43,3% e 45,2%, respectivamente. Os que responderam que estão sendo pouco afetados estão praticamente empatados: 20,1% para homens e 19,9% para mulheres.

Cabe ressaltar que na análise das respostas por faixas etárias (tabela 2), as divergências foram maiores. Os adultos com idade acima de 35 anos que sentem que a crise financeira global afetou suas vidas são a maioria, sendo que 71,4% deles já estão mergulhados na crise, contra 58,6% dos jovens entre 16 e 35 anos de idade. O percentual de adultos que está sendo muito afetado pela crise foi de 29%, contra 14,8% dos jovens.

Considerando uma análise mais segmentada (tabela 3), constatou-se que, das 240 mulheres adultas com idade acima de 35 anos que foram entrevistadas, 75,4% vêm sentindo os efeitos da crise, e 32,9% delas sentem em maior intensidade. O percentual de homens com idade acima de 35 anos que estão sentindo os efeitos da crise é menor, isto é, 67,6% e os que estão sentindo muito correspondem a 25,4%.

Entre os jovens com idade de 16 a 35 anos a situação é equilibrada (tabela 4), pois 59,6% dos jovens do sexo masculino e 57,9% do sexo feminino estão sentindo a crise, no entanto o percentual das mulheres jovens que responderam que estão sentindo com maior intensidade foi de 12,8%, contra 17,3% dos homens jovens.

O percentual de mulheres jovens que acreditam que a crise não afetará suas vidas é menor (15,1%) que o dos homens (19,5%).


Por: Prof. Paulo Cezar Ribeiro – Colunista do Sindinotícias

Leia Mais : www.xocrise.rg3.net

Nenhum comentário:

Postar um comentário