Abril de 2008A denúncia dos moradores da Praia da Costa ao Jornal Sindinotícias sobre a existência de porcos na Praia da Costa (final da Rua Dr. Jairo de Matos Pereira) vai muito além de um chiqueiro. Nossa redação esteve junto dos moradores e foram constatadas agressões ao meio ambiente, mais especificamente ao braço do rio que se liga à praia. No local está sendo construída, segundo os moradores, uma escola. O pior é que a obra possui autorização da Prefeitura de Vila Velha (07/259 – conforme foto abaixo). Estão sendo implantadas manilhas no braço do rio, o que está destruindo toda fauna e flora, ameaçando espécies que habitam no local.
O ambientalista e médico Dr. Lupércio contou à nossa equipe que o problema é comum em alguns municípios do Espírito Santo, inclusive em Vila Velha. “Isso caracteriza o retrato do descaso que a Prefeitura tem com o meio ambiente em geral. Uma obra como esta que foi iniciada em cima de uma área de preservação permanente não deveria ter acontecido, pois é um ato ilegal. Neste caso a Prefeitura deve ser responsabilizada pelo seu próprio ato. A sociedade civil, os moradores estão presenciando o fato de um órgão público tomar decisão sem sequer ouvir a posição da União, o que caracteriza um descaso em relação ao meio ambiente”.
Para o morador Marcos Ribeiro, a realização da obra é um absurdo. “Uma imposição como esta está condenando o braço do rio e a vida de caranguejos, macacos, cobras e outras espécies indefesas. Jamais deixarei meu filho estudar em uma escola que não valoriza um dos princípios da vida, que é a natureza”.
O Advogado Eric Rubiale considerou a situação preocupante. “As autoridades têm que verificar o que está acontecendo. Existe uma degradação ambiental feita pelo homem. Com a destruição do habitat natural os animais silvestres acabam indo para a área urbana e muitas vezes são atropelados, eletrocutados ou vão para as casa vizinhas”, conta.
O engenheiro Henrique Casamata contou que, enquanto cidadão, ele considera que a Prefeitura tomou uma decisão política. “Este caso é um pequeno exemplo em Vila Velha. Nossos filhos pagarão pela falta de comprometimento que existe hoje com a política ambiental. Política ambiental não é apenas aquela “politicazinha” de ficar vigiando o Morro do Moreno ou a reserva de Jacaranema. É uma política municipal que atenda todo cidadão de Vila Velha por igual dentro de critérios ambientais”.
O vice-presidente da Associação de Moradores da Praia da Costa, Sebastião Vicente de Paula, considera a obra um descaso do Poder Público com Vila Velha. “Tudo o que está acontecendo é traumático. Houve várias reclamações da vizinhança e pretendemos encaminhar o assunto às entidades do meio ambiente para que elas consigam mobilizar alguma coisa para sensibilizar o Poder Público, e que a partir daí possa ser realizado um trabalho digno, que a sociedade mereça”.
Os moradores convidaram a Associação de Moradores da Praia da Costa (AMPC) para ser parceira na solução do problema juntamente com os órgãos públicos competentes. Os moradores já haviam convocado a AMPC por quatro vezes com a ajuda do Jornal Sindinotícias, mas somente agora houve união de todos.
Durante todo o dia de hoje (08/04/08), os moradores estiveram aguardando a chegada da Polícia Ambiental, que esteve no local a pedido dos moradores e suspendeu imediatamente toda ação de destruição ao meio ambiente que vinha sendo realizada. Na próxima quinta-feira (09/04), os moradores se reunirão para discutir como está sendo solucionado o problema e que caminhos serão tomados daqui para frente.
O ambientalista e médico Dr. Lupércio contou à nossa equipe que o problema é comum em alguns municípios do Espírito Santo, inclusive em Vila Velha. “Isso caracteriza o retrato do descaso que a Prefeitura tem com o meio ambiente em geral. Uma obra como esta que foi iniciada em cima de uma área de preservação permanente não deveria ter acontecido, pois é um ato ilegal. Neste caso a Prefeitura deve ser responsabilizada pelo seu próprio ato. A sociedade civil, os moradores estão presenciando o fato de um órgão público tomar decisão sem sequer ouvir a posição da União, o que caracteriza um descaso em relação ao meio ambiente”.
Para o morador Marcos Ribeiro, a realização da obra é um absurdo. “Uma imposição como esta está condenando o braço do rio e a vida de caranguejos, macacos, cobras e outras espécies indefesas. Jamais deixarei meu filho estudar em uma escola que não valoriza um dos princípios da vida, que é a natureza”.
O Advogado Eric Rubiale considerou a situação preocupante. “As autoridades têm que verificar o que está acontecendo. Existe uma degradação ambiental feita pelo homem. Com a destruição do habitat natural os animais silvestres acabam indo para a área urbana e muitas vezes são atropelados, eletrocutados ou vão para as casa vizinhas”, conta.
O engenheiro Henrique Casamata contou que, enquanto cidadão, ele considera que a Prefeitura tomou uma decisão política. “Este caso é um pequeno exemplo em Vila Velha. Nossos filhos pagarão pela falta de comprometimento que existe hoje com a política ambiental. Política ambiental não é apenas aquela “politicazinha” de ficar vigiando o Morro do Moreno ou a reserva de Jacaranema. É uma política municipal que atenda todo cidadão de Vila Velha por igual dentro de critérios ambientais”.
O vice-presidente da Associação de Moradores da Praia da Costa, Sebastião Vicente de Paula, considera a obra um descaso do Poder Público com Vila Velha. “Tudo o que está acontecendo é traumático. Houve várias reclamações da vizinhança e pretendemos encaminhar o assunto às entidades do meio ambiente para que elas consigam mobilizar alguma coisa para sensibilizar o Poder Público, e que a partir daí possa ser realizado um trabalho digno, que a sociedade mereça”.
Os moradores convidaram a Associação de Moradores da Praia da Costa (AMPC) para ser parceira na solução do problema juntamente com os órgãos públicos competentes. Os moradores já haviam convocado a AMPC por quatro vezes com a ajuda do Jornal Sindinotícias, mas somente agora houve união de todos.
Durante todo o dia de hoje (08/04/08), os moradores estiveram aguardando a chegada da Polícia Ambiental, que esteve no local a pedido dos moradores e suspendeu imediatamente toda ação de destruição ao meio ambiente que vinha sendo realizada. Na próxima quinta-feira (09/04), os moradores se reunirão para discutir como está sendo solucionado o problema e que caminhos serão tomados daqui para frente.
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